As palavras soltam-se.
O Vento arrasta-as com a maior subtileza possível.
Elas encontram o mar e submergem nele.
Os seres que nele habitam fitam-nas com admiração, questionando-se, como algo tão belo pode estar perdido e esquecido no fundo do mar.
E num instante quimérico, elas emergem da penetrante água em que se encontram.
Voam livres, e no entanto em que elas passam os mais breves espaços de tempo a imaginar e a ter pensamentos utópicos, o Homem age, maldoso, e com necessidade agarra-as, prendendo-as, num simples e vazio, papel.
Por fim, a chuva cai sobre a tinta e neste preciso instante as palavras choram e sonham com os momentos em que foram livres e felizes.
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